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A Arte de Flambar

Flambar é muito fácil, não é necessário nenhuma habilidade profissional. Para flambar você vai precisar de:

  • Um fogareiro
  • Uma frigideira de cobre ou alumínio, de cabo comprido
  • Uma colher de aço
  • Uma bebida de alto teor alcoólico

Para flambar na mesa, a frigideira deve ser trazida com o alimento já pronto e bem quente. A quantidade da bebida, indicada na receita, deverá ser colocada com uma colher e aos poucos na frigideira. Para acender a bebida, mantenha a frigideira levemente inclinada de modo que a chama possa subir.

Quando se flamba na cozinha, deixe a frigideira no fogo, põe-se a bebida, e com a frigideira um pouco inclinada sobre a chama, para que essa suba.

Flambando em fogão elétrico, mantenha a frigideira com a comida bem quente no fogo e coloque a bebida em uma concha, aqueça-a na chama de uma vela, e também mantenha-a inclinada para que a chama suba. Derrame a bebida ardente sobre o prato e sirva a seguir.

Se você for usar palitos de fósforos longos, poderá acender o fogo diretamente na frigideira, basta derramar o líquido e acender, mas, de modo algum use palitos de fósforos curtos ou poderá sofrer queimaduras.

Nunca acrescente mais bebida quando a chama estiver ardendo, nem deixe a garrafa aberta perto da chama, pois isso poderá provocar uma explosão.

Ao flambar deixe que a chama se apague lentamente e por si só. Pois a bebida deve queimar por completo, deixando somente o aroma especial que torna mais refinado o sabor do prato a servir.

Bebidas utilizadas para flambar

Rum, gim, wisky, conhaque, aguardente de frutas. Para pratos doces recomenda-se licores de baixo teor alcoólico, que devem ser aquecidos antes de serem acesos.

Como uma bela surpresa para os convidados, você pode também, flambar o prato na cozinha e levá-lo a mesa em chamas, em um ambiente com pouca luz.

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Mel – Um Doce Sabor

O mel, usado pelos antigos romanos e gregos como adoçante, a cada dia é mais valorizado. Nutritivo e gostoso de ser consumido, realça o sabor dos alimentos, de molhos, temperos e pudins, além de manter a umidade em assados. Contém vários açucares, entre eles a frutose e a glucose, rapidamente absorvidos pelo organismo e importantes fontes de energia. É rico em vitaminas B1, C, riboflavina, niacina e sais minerais.

Tipos de mel

Várias são as formas de encontramos mel no mercado, desde seu estado bruto, como em pedaços de favos, até o mel centrifugado e filtrado vendido em potes. Alguns tipos de mel recebem tratamento térmico para não cristalizar, entretanto a cristalização não significa deterioração do produto.

A cor do produto é extremamente variável. O sabor também pode variar bastante, sendo influenciado pelo tipo de flor utilizado pelas abelhas em sua produção e pela época em que o néctar foi recolhido.

A conservação do mel não exige muito, pois ele não se deteriora, mas seu sabor pode ser alterado em dois anos. Você pode guardá-lo em potes fechados e em temperatura ambiente.

Onde usar o mel

O mel mais líquido é utilizado na cozinha, tanto em geléias e doces como em pratos salgados. Em salgados é bastante utilizado para dourar a carne ou o frango, normalmente misturado a suco de laranja ou limão. Aos assados o mel acrescenta um sabor inconfundível e confere uma consistência mais macia e úmida. Mel líquido também é muito utilizado para o preparo de drinks.

O mel cristalizado pode ser consumido puro ou usado como acompanhamento para pão. Pode-se entretanto fazer com que o mel cristalizado torne-se novamente líquido, bastando para isso mergulhar o pote em água quente (60 a 70 graus celsius) por cerca de 30 minutos ou até que esteja na consistência desejada.

Dicas com mel

Em assados que utilizem mel observe que o fogo deve ser mais baixo, pois o mel cristaliza em uma temperatura mais baixa que a do açúcar e assim mantém sua consistência espessa.

O mel pode ser utilizado no lugar do açúcar. No preparo de geléias e sorvete caseiro você poderá utilizar na mesma medida do açúcar. No restante, como o mel é mais doce que o açúcar, recomenda-se que use uma quantidade menor.

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O Azeite

A oliveira, uma árvore lendária

A oliveira acompanha a história do homem desde há muito. Ao longo dos séculos encontramos referências à árvore eterna nas lendas, na Literatura, na História. Após o dilúvio Noé, em desespero, teria soltado uma pomba branca em busca de terra. O pássaro desaparece no céu, mas regressa pouco tempo depois à arca trazendo no bico um ramo de oliveira. Segundo a lenda da fundação de Atenas, Minerva e Neptuno teriam disputado entre si a soberania da cidade e como não conseguiam entender-se foi decidido pelo tribunal dos deuses que seria eleito o que apresentasse a mais bela obra. Venceu Minerva quando fez com que do solo surgisse uma belíssima oliveira. Diz a lenda ainda que após o incêndio de Atenas a cidade não passava de um monte de ruínas, entretanto a oliveira sagrada havia renascido e crescido em uma única noite, simbolizando a rapidez com que a cidade recuperar-se-ia da catástrofe. Segundo alguns especialistas, as oito oliveiras que restam na base do Monte das Oliveiras, em Jerusalém, teriam perto de dois mi l anos. Esta vida “eterna” é conseqüência do ciclo de desenvolvimento anual da árvore e de sua incrível capacidade de regeneração.

A origem da planta é incerta. Possivelmente seja originária da Ásia Menor, mas há vestígios de oliveiras na África durante a pré-história. Por volta de 3000 a.C. já era cultivada no Egito, Palestina, Síria, Fenícia e Suméria. Em torno de 1582 a.C. era cultivada na Grécia, sendo que deve-se a este povo a implantação da cultura em toda a Europa Mediterrânea. Os romanos estenderam a cultura do azeite à totalidade do seu império. Em Portugal, durante o século XIII, o azeite era um dos principais produtos de exportação, embora a cultura da oliveira estivesse restrita à região de Aveiro. Durante o século XVI a oliveira foi levada para as américas por navegantes portugueses e espanhóis, sendo hoje cultivada também no Peru, Antilhas, Chile, Argentina, México, EUA, África do Sul, Austrália, Japão, Rússia, Irã, Iraque, Afeganistão e Paquistão. No século XVI as caravelas portuguesas e espanholas levaram-na para a América. A partir de 1560 pode ser encontrada no Peru, Antilhas, Chile, Argentina, México e, mais tarde, na Califórnia (em 1769).

Com a popularização do consumo e cultivo, atualmente existem importantes produtores em todo o mundo, destacando-se Argentina, Argélia, Espanha, Itália, Líbia, Marrocos, Portugal, Tunísia, Turquia, França e Grécia. O Norte da Itália é onde se produzem atualmente as azeitonas da melhor qualidade do mundo.

A preparação do azeite

A colheita da azeitona faz-se entre os meses de Novembro e Fevereiro, sendo feita de forma manual ou mecanizada de acordo com a região de produção. Após a colheita os frutos são selecionadas e lavados, a seguir são moídos duas vezes e transformados em uma pasta de cor castanha.

A pasta é então dividida em tabuleiros que são depois empilhados e comprimidos com uma prensa hidráulica. O líquido esverdeado que escorre dos tabuleiros durante a prensagem é uma mistura de azeite e água. Finalmente o azeite é separado da água por decantação natural ou centrifugação.

Classificação do Azeite - Comunidade Econômica Européia

Azeite Extra Virgem

É o azeite virgem (sem mistura de outros óleos) de sabor perfeitamente irrepreensível, cuja acidez, expressa em ácido oleico, não pode ser superior a 1 grama por cada 100 gramas.

Azete Virgem

Azeite virgem (sem mistura de outros óleos) de sabor irrepreensível, cuja acidez, expressa em ácido oleico, não pode ser superior a 2 gramas por cada 100 gramas.

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